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Gênesis 14:18-20

Gênesis 14:18-20

O Capítulo 14 de Gênesis fala sobre uma guerra de quatro reis contra cinco reis. Uma guerra internacional, digamos assim. E do que se tratava essa guerra? O porque dela acontecer? Essa guerra era uma guerra comercial, era uma guerra de controle pelas rotas comerciais da época.

O primeiro bloco de nações era aquele formado pelos quatro reis mesopotâmios do oriente (14:1). Quedorlaomer, rei de Elão (atual Irã), parece ter sido o líder. Sinar era a região da antiga Babilônia (cf. Gênesis 10:10). A segunda coligação foi composta por cinco réis, incluindo os reis de Sodoma e Gomorra (14:2).

Depois de 12 anos como vassalos dos reis orientais, os cinco reis do sul planejado se livraram de suas algemas. Os reis orientais não puderam permitir que tal rebelião ficasse impune. Os cinco reis do sul controlavam o território onde estavam "a estrada real". Esta era a ligação terrestre por onde o comércio entre o Egito e os quatro reis orientais precisavam passar. Quem teve o controle desse pedaço de terra teria o monopólio do comércio internacional. E nessa confusão, Ló e sua família e seus bens foram capturados (v. 13).

Abrão se juntou com alguns amigos e foi em socorro de Ló, conseguindo salvá-lo. No fim de tudo, Abrão encontra-se com Melquisedeque. Melquisedeque é uma figura crucial nesta narrativa, pois ele coloca a vitória de Abrão na perspectiva teológica correta9. Não houve tapinha nas costas ou politicagem. Melquisedeque era rei e sacerdote, não rei e político. Suas palavras tinham a intenção de relembrar a Abrão que a vitória era de Deus, e o sucesso, resultado da Sua vitória. Na verdade, as palavras de Melquisedeque foram um lembrete da aliança de Deus com Abrão ao chamá-lo em Ur para ir para Canaã.

A resposta de Abrão foi um testemunho da sua fé no Deus único, adorado por ele e Melquisedeque. Seu dízimo foi uma evidência tangível de que era Deus quem merecia a glória.
Somos levados a crer que Abrão deu a Melquisedeque o dízimo de todas as suas posses. Mas quando Moisés escreve: "...deu-lhe o dízimo de tudo", o que será que ele quis dizer com tudo — tudo o quê?